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Posted on 26/07/17 in Notícias

A pé o comércio se fortalece

Estatuto do Pedestre visa garantir a mobilidade dos pedestres e com isso beneficiar as lojas de rua

 

Basta procurar nos sites de buscas, como Google ou Bing, pelo termo “benefícios da caminhada” que logo uma enxurrada de links aparece listando os melhoramentos que andar traz para o corpo e para a mente. Mas, o que nenhum resultado dessas buscas mostra é que andar pela cidade pode fortalecer, e muito, os lojistas do comércio.

E não que andar a pé não seja uma prática na cidade de São Paulo. Pelo contrário, as viagens exclusivamente a pé representam o modo de deslocamento mais utilizado na Região Metropolitana de São Paulo. Atualmente, 4 milhões de pessoas realizam seus deslocamentos a pé na região metropolitana. Isso representa cerca de 31% das viagens – valor que aumenta se considerarmos todas as baldeações e integrações do transporte público. Imaginem agora se todo esse contingente pudesse caminhar olhando as vitrines ao invés dos desníveis e maus-tratos das calçadas da cidade?

Essa é uma das promessas que traz o Estatuto do Pedestre, de autoria do vereador Police Neto, substitutivo ao Projeto de Lei 617/2011 e que foi elaborado em sua nova redação em parceria com representantes de diversas entidades ligadas à mobilidade da cidade como Cidadeapé, Comissão Técnica de Mobilidade a Pé e Acessibilidade da ANTP, Corrida Amiga, SampaPé e Idec.

O objetivo do Estatuto do Pedestre é transformar as calçadas paulistanas em vias de circulação na cidade, melhorando as condições de segurança nas calçadas, criando sinalização específica para os pedestres, melhorando as condições de travessia de quem circula a pé e priorizando a iluminação nas calçadas, passarelas e faixas de pedestres. “Hoje temos iluminação nas ruas, para os carros, mas o pedestre fica no escuro. Precisamos garantir a segurança tanto dos pedestres como dos veículos”, afirma Police Neto.

Recursos

Sancionado pelo prefeito de São Paulo, João Dória, no último dia 14/06, com o Estatuto do Pedestre as ações de melhoria da mobilidade a pé passam a receber recursos de fundos municipais como o Fundurb. A nova lei também garante recursos para a mobilidade a pé em Operações Urbanas, Concessões Urbanísticas, áreas de intervenção urbanísticas e áreas de estruturação local.

*Matéria publicada na Revista Sindilojas-SP Edição 176