Mercado

Após 3 quedas, vendas do comércio crescem

11 de outubro de 2018

Após 3 quedas, vendas do comércio crescem 1,3% em agosto, aponta IBGE

Fonte: Portal G1 Por Daniel Silveira e Darlan Alvarenga, G1

As vendas do comércio varejista brasileiro tiveram uma alta de 1,3% em agosto na comparação com julho, informou nesta quinta-feira (11) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Trata-se da primeira alta depois de 3 quedas mensais seguidas e o do maior avanço desde junho de 2017 (1,6%). Segundo o IBGE, o resultado de agosto compensou a maior parte da retração de 1,5% acumulada nos últimos três meses. “Praticamente recupera, voltando o patamar do varejo próximo a abril”, afirmou a gerente da pesquisa, Isabella Nunes.

No caso do varejo ampliado, que inclui as atividades de veículos e motos e materiais de construção, as vendas aumentaram 4,2% entre julho e agosto, a maior alta desde outubro de 2012, quando foi de 6,2%, segundo o IBGE.

O comércio do Brasil teve o melhor agosto em 4 anos, segundo o IBGE. Na comparação com agosto do ano passado, as vendas cresceram 4,1%, melhor resultado para o mês desde 2014 (3,7%).

A leitura de agosto ficou bem acima da média das projeções de 31 consultorias e instituições financeiras consultadas pelo Valor Data, de avanço de 0,1%. O intervalo das projeções ia de redução de 0,7% a alta de 1,6%.

A pesquisadora do IBGE ponderou, porém, que apesar do resultado positivo, não se deve avaliar o setor com muito otimismo.

Com a alta de agosto, o setor passou a acumular alta de 2,6% no ano, o que representa um aumento de ritmo em relação ao acumulado até julho (2,3%). Em 12 meses, o avanço passou de 3,2% em julho para 3,3% em agosto, mas ainda abaixo do patamar registrado até junho (3,6%).

Segundo Isabella, o patamar do comércio varejista está 6,4% abaixo do pico mais alto do setor, registrado em outubro de 2014. Em julho, essa distância havia chegado a 7,6%. O patamar mais baixo da série histórica, iniciada em 2000, foi registrado em dezembro de 2016, quando ficou 13,5% abaixo do recorde.

Desempenho por setores

A única atividade com taxa negativa em agosto foi a de livros, jornais, revistas e papelaria (-2,5%), que passou a acumular perda de 9,7% desde maio.

As maiores altas no mês foram registradas nos setores de vestuário e calçados, veículos, material de construção e combustíveis.

Segundo Nunes, entre os fatores de influência para a alta nas vendas de agosto, além da relativa melhora no mercado de trabalho, estão as compras para o Dia dos pais e a liberação dos recursos do fundo PIS/Pasep.