Representatividade

Brasil perde bilhões com contrabando

22 de maio de 2019

R$193 bilhões! Essa é a cifra que o Brasil perdeu apenas em 2018 para o comércio ilegal. Para se ter uma ideia, esse valor supera o produto interno bruto (PIB) de mais de 100 países monitorados pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

Esses dados corroboram com os resultados do estudo “Ranking de Competitividade Global do Fórum Econômico Mundial”, que aponta que Brasil apresenta um dos piores desempenhos globais em áreas como: prevalência do crime organizado (124 entre 140 nações); confiabilidade dos serviços de segurança (111 entre 140 nações); eficiência do marco regulatório (113 entre 140 nações); e incidência de corrupção (80 entre 140 nações).

“Frequentemente recebemos dos empresários denúncias sobre o comércio ilegal em frente ao seu estabelecimento ou adjacência, muitas das vezes até mesmo com negociação de produtos semelhantes aos que o empreendedor disponibiliza em sua loja. Resultado dessa concorrência desleal: esses lojistas sofrem com a enorme queda nas vendas e, consequentemente, no faturamento da empresa. Sem contar a insegurança e o caos provocados nas já tão sofridas calçadas de nossa cidade” comenta Ruy Pedro de Moraes Nazarian, presidente do Sindilojas-SP.

Os 10 +

Dados apresentados pelo Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (ETCO), listam quais são os 10 produtos mais contrabandeados no Brasil.

1) Cigarros  | 2) Brinquedos  | 3) Eletrônicos | 4) Vestuário  | 5) Veículos | 6) Óculos de Sol | 7) Informática | 8) Relógios | 9) Medicamentos | 10) Video-games

Prejuízo em impostos

O cálculo das perdas estimadas apenas com os impostos não recolhidos leva a um rombo de R$ 60,8 bilhões aos cofres públicos, segundo cálculos do Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP).

Em entrevista ao jornal Gazeta do Povo, o economista José Guilherme Vieira, professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR) afirma que com o esse valor seria possível implantar até mil quilômetros de ferrovias ou 30 mil quilômetros de rodovias ou ainda construir até 30 mil creches.

Atuação do Sindilojas-SP

Repetidas vezes o Sindilojas-SP solicita à prefeitura, regionais, secretaria das subprefeituras e Guarda Civil Metropolitana a intensificação da fiscalização do comércio informal. Além disso, mantém um canal aberto com as empresas para que façam suas denúncias e participem mais ativamente do sindicato. A entidade também apoia o ETCO e demais ações em defesa do justo comércio.