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Posted on 28/06/17 in Notícias

Confiança das famílias aumenta 12,3% na comparação anual

 

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), alcançou 77,1 pontos em junho de 2017, em uma escala de 0 a 200. O aumento de 12,3% em relação ao mesmo período do ano passado é a quarta variação positiva consecutiva. Na comparação com maio, o indicador apresentou queda de 0,7%.

Emprego acima da zona de indiferença

Ainda que acima da zona de indiferença (100 pontos), com 107,2 pontos, o componente Emprego Atual teve queda de 1,2% em relação a maio. Na comparação anual, no entanto, teve elevação de 7,9%. O percentual de famílias que se sentem mais seguras em relação ao emprego atual é de 31,2%, ante 31,8% em maio.

A preocupação das famílias em relação ao mercado de trabalho aparece no componente Perspectiva Profissional. Com 96,6 pontos, o subitem apresentou queda de 2,3% na comparação mensal. Em relação a junho do ano passado, teve aumento de 3,9%.

Consumo em alta 

O componente Nível de Consumo Atual apresentou a terceira variação anual positiva consecutiva, com 23,2%, e aumento de 2,8% ante abril.

Mesmo assim, a maior parte das famílias declarou estar com o nível de consumo menor do que o do ano passado (59,3%, ante 60,2% em maio). O item Perspectiva de Consumo registrou aumento de 0,6% em relação a maio e de 30,8% ante o mesmo período de 2016, a décima variação anual positiva desde agosto de 2014.

Refletindo a tendência positiva no consumo, Momento para Duráveis apresentou elevação de 0,2% na comparação mensal. Em relação a 2016, o componente mostrou aumento de 23,2%, o sétimo consecutivo. O item Acesso ao Crédito, com 69,4 pontos, apresentou queda de 0,9% na comparação mensal, mas teve aumento de 8,7% em relação a junho de 2016.

Para o ano de 2017, a CNC revisou a sua previsão anterior de crescimento das vendas no varejo ampliado (de +1,2% para +1,4% em relação a 2016).

Apesar da alta, perspectivas mais favoráveis no que diz respeito à velocidade de queda dos juros e impactos positivos que essa medida provocaria sobre o mercado de trabalho ainda são necessárias para que o setor retome um ritmo de crescimento mais intenso nos próximos meses.