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Posted on 01/07/15 in Palavra do Presidente

Novo semestre. Mesmo desafio.

 

Ao que tudo indica, esta segunda metade do ano nos exigirá o mesmo grau de comprometimento com as nossas finanças e planos administrativos. A situação econômica no país está mesmo deplorável, leitor. E sinto em dizer aqui que o quadro geral tende a não mudar durante os próximos meses, verdade seja dita sem rodeios.

O setor do comércio ruma para o que alguns especialistas apontam como a sua maior queda dos últimos 12 anos. O agressivo recuo no volume de vendas registrado em junho último (alusivo ao primeiro semestre como um todo) atesta nada mais que o resultado de uma combinação muito perigosa entre inflação, renda familiar comprometida e elevação desenfreada dos juros. Entidades como a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), dentre outras igualmente influentes sobre o nosso setor, já vinham anunciando desde o ano passado que o atual período seria um tanto conturbado para todos nós, estejamos ou não sob a condição de comerciantes. A última Pesquisa Mensal de Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publicada refletiu uma circunstância deveras desagradável: o volume de vendas no varejo continua em declínio ininterrupto desde janeiro último. Se o quadro assim continuar, que resultado registraremos no fim deste ano?

A sugestão que lhe deixo aqui, leitor, é a de cautela e muita atenção sobre os movimentos da nossa economia nestes próximos meses. O segundo semestre do ano é caracterizado por uma incidência maior nas contratações (temporárias, principalmente), investimentos mais ousados sobre os estoques e picos sazonais mais movimentados no setor. Talvez nos tenha chegado o momento de fazer tudo diferente, de reavaliar tudo o que temos feito até então neste singular período e de, portanto, adotarmos novas estratégias – e uma nova postura – diante das mesmas circunstâncias que nos incidem ano a ano. Sobrevivemos à primeira metade de um ano bastante crítico. Façamos o que for necessário para garantir o mesmo neste recém-chegado (e imprevisível) semestre. Mãos à obra, leitor.

Ruy Pedro de Moraes Nazarian

Presidente do Sindilojas-SP