Representatividade

Ruy Nazarian critica tentativa de resgatar CPMF

15 de fevereiro de 2016

Desde que a sugestão de resgatar a Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras (CPMF) emergiu no ano passado, o Sindilojas-SP tem sido enfático quanto à sua oposição à ideia. Defensor ferrenho de uma reforma tributária “inteligente” para o país, o sindicato entende essa tentativa do governo como um erro potencialmente fatal para a sociedade civil e empresarial brasileira.

Ao acompanhar o discurso da presidente Dilma Rousseff, durante a sessão solene de abertura dos trabalhos do Legislativo realizada no fim de janeiro deste ano, o presidente do Sindilojas-SP, Ruy Nazarian, reafirmou seu posicionamento contrário à recriação da CPMF.

“O Governo insiste em tentar nos convencer de que a retomada da CPMF é a solução para os problemas orçamentários que estamos enfrentando já por algum tempo. Não é. Ressuscitar esse encargo só vai piorar o atual quadro econômico brasileiro e, na prática, não nos garantirá absolutamente nada. Façamos a lição de matemática: se há hoje uma grande necessidade de reduzir nosso volume de arrecadação, é porque o nosso setor privado já se encontra um grau de retração indiscutível, correto? Portanto, impor mais uma contribuição seria, no mínimo, insensatez. Querem equilibrar as contas do governo? Que comecem, então, com a redução de seus próprios gastos não justificados”, argumenta Nazarian.

Aumento do PIS/Cofins – Na mesma ocasião em Brasília, a Presidente da República informou que o PIS/Cofins sofrerá um aumento este ano. Para Nazarian, isso serviria como mais um motivo para atestar a desnecessidade da CPMF:

“Segundo alguns economistas que já se anteciparam em fazer a conta, esse alegado aumento do PIS/Cofins pode gerar um crescimento médio de R$ 50 bilhões na arrecadação. Embora esse montante ainda não corresponda ao necessário para sanar as dívidas do governo, tal quantia poderia decerto amenizá-las. E já que não haveria outra fonte para esses prováveis R$ 50 bi se não os próprios contribuintes, sob qual lógica se sustenta a sugestão de trazer de volta uma CPMF da vida? De onde os contribuintes tirariam renda para arcar com tanta tributação, se já estão em seu absoluto limite?”, questiona o presidente do Sindilojas-SP.

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