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Combustíveis elevam IPCA, mas inflação segue sob controle no início de 2026

18 de fevereiro de 2026

Pressão da gasolina responde pela maior contribuição individual do mês; para o varejo, cenário ainda favorece estabilidade do poder de compra, apesar dos juros elevados.

O IPCA, Índice de Preços ao Consumidor Amplo, considerado a inflação oficial do país, registrou variação de 0,33% em janeiro de 2026, conforme divulgado pelo IBGE. O principal vetor de alta veio do grupo de Transportes (0,60%), impulsionado sobretudo pelo aumento dos preços da gasolina (2,06%), que exerceu a maior pressão individual sobre o índice no mês.

Outros grupos apresentaram variações mais moderadas, contribuindo para que o resultado geral permanecesse relativamente controlado neste início de ano. O grupo de Alimentação e Bebidas, que possui o maior peso na cesta de consumo das famílias, apresentou comportamento mais equilibrado, com aumento de 0,23%, ajudando a evitar uma pressão inflacionária ainda maior no período.

Índice de Preços ao Consumidor Amplo (%) de janeiro de 2026, por grupos

No acumulado em 12 meses até janeiro de 2026, a inflação se distanciou da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3% ao ano, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. O resultado reforça que com pressões pontuais vindas de itens mais voláteis, como os combustíveis, podem retardar o processo de desinflação vista no país a partir do segundo semestre do ano passado.

Evolução índice mensal e acumulado em 12 meses do IPCA

Fonte: IBGE / Elaboração: Sindilojas-SP

Já o INPC, índice que mede a inflação das famílias com rendimento de até cinco salários mínimos, também apresentou variação razoável em janeiro, aos 0,39. Já em 12 meses o indicador se localiza em exatos 4,30%.

Evolução índice mensal e acumulado em 12 meses do INPC

Fonte: IBGE / Elaboração: Sindilojas-SP

Análise

O resultado do IPCA em janeiro de 2026 indica um início de ano com inflação controlada, embora ainda sujeita a oscilações provenientes de preços administrados e de itens com maior volatilidade, como os combustíveis. A alta da gasolina demonstra como fatores pontuais continuam exercendo influência relevante sobre o índice geral.

Apesar dessa pressão específica, o comportamento mais moderado de grupos relevantes, como Alimentação e Bebidas, contribuiu para manter a inflação em patamar compatível com a trajetória recente de desaceleração observada ao longo de 2025. E a previsão é que já com os dados de fevereiro a taxa de 12 meses já retome a trajetória descendente.

Ponto de vista do varejo

Para consumidores e empresários, em especial do varejo, o dado reforça a importância de acompanhar não apenas o índice cheio, mas também a composição das variações mensais. A inflação mais controlada pode contribuir para a manutenção do poder de compra e para um ambiente gradualmente mais favorável ao consumo, embora os níveis ainda elevados de juros continuem impondo desafios ao crédito e à atividade econômica.

Do ponto de vista da política monetária, resultados mensais mais moderados fortalecem a percepção de espaço para ajuste na Selic iniciando agora em março e gradualmente durante o ano, desde que o comportamento dos preços retome trajetória de estabilidade.

Departamento de Economia e Tributação

Dentro de sua estrutura operacional, o Sindilojas-SP possui o Departamento de Economia e Tributação, objetivando levar ao empresário do comércio varejista um rol de informações relacionadas à conjuntura macroeconômica, imprimindo sobre estas as particularidades do setor do varejo.

O Sindilojas-SP leva em consideração o fato de que temáticas como obrigações fiscais, carga tributária e questões relativas à recente regulamentação da Reforma estarão permanentemente presentes no dia a dia dos empresários do comércio.

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