SP registra maior rotatividade no emprego em 6 anos
Um dos maiores desafios do mercado de trabalho formal brasileiro é a alta taxa de rotatividade da mão de obra. Conhecida também como “turnover”, a taxa de rotatividade é medida pela movimentação (admissão ou desligamento) de trabalhadores em determinado período, em relação ao total de trabalhadores ativos de uma economia ou setor.
De forma bem direta, para os empregadores a alta rotatividade significa custo. São dispêndios para o recrutamento e seleção de funcionários, custos financeiros e administrativos para admissão, treinamentos e integração, além dos desembolsos na hora dos desligamentos. Tal realidade é ainda mais relevante para os estabelecimentos menores, até pela sua pouca flexibilidade financeira.
Como poderá ser mais bem observado abaixo, desde 2020, quando o Novo Caged foi implantado no país, a taxa de rotatividade do mercado de trabalho do estado de São Paulo nunca atingiu um patamar tão alto como o visto em 2025, chegando aos 56,6%. Aumentou 1,6 ponto percentual em relação a 2024 e foi quase 50% maior que o visto em 2020.
Taxas de rotatividade da mão de obra celetista paulista – 2020 a 2025

Fonte: Novo Caged / Elaboração e cálculos: Sindilojas-SP
Basicamente, significa que quase 60% dos cerca dos mais de 14,3 milhões postos de trabalho com carteira de trabalho ativos no estado ao fim de 2024 foram ocupados por pessoas diferentes ao término de 2025, considerando as admissões ou desligamentos.
E quando abrimos tal indicador entre os cinco grandes setores econômicos, veremos que este dado geral de 56,6% de rotatividade ainda foi puxado para baixo pela taxa da indústria, que marcou um turnover anual de 39,4%. Por outro lado, o comércio (57,7%), serviços (59,2%), agro (65,0%) e a construção civil (83,1%) possuíram ano passado rotatividades acima (ou bem acima, em alguns casos) da média geral da economia paulista.
Taxas de rotatividade da mão de obra celetista em 2025 por grandes setores da economia paulista

Fonte: Novo Caged / Elaboração e cálculos: Sindilojas-SP
Fatores
Em análise, a taxa de rotatividade no mercado de trabalho do Estado de São Paulo atingiu 56,6% em 2025, o maior patamar desde 2020, refletindo uma combinação de fatores macroeconômicos e mudanças no comportamento da força de trabalho. Com a geração de 311 mil vagas ano passado, número inferior ao de 2024, o estado manteve o cenário de saldos positivos anuais de emprego desde 2021, o que indica um mercado ainda aquecido e com relevante nível de oportunidades.
Em contextos de maior dinamismo econômico (e dada a forte recuperação de empregabilidade pós-pandemia) é natural que se eleve a mobilidade dos trabalhadores. Com mais alternativas disponíveis, cresce a busca por posições que ofereçam melhores salários, perspectivas de crescimento, qualidade de vida e maior equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Esse movimento amplia os desligamentos voluntários e, consequentemente, eleva a taxa de rotatividade.
Particularidades de SP
A própria estrutura produtiva paulista também contribui para esse cenário. Por ser altamente diversificada, reunindo setores intensivos em mão de obra e outros de maior qualificação tecnológica, o estado tende a registrar fluxos constantes de trabalhadores migrando entre atividades, ocupações e formatos de contratação. Além disso, segmentos com ciclos produtivos mais marcados, como agricultura e construção civil, tendem a apresentar taxas naturalmente mais elevadas de admissões e desligamentos ao longo do ano.
Desafios para a retenção
Para as empresas, esse ambiente impõe desafios relevantes na retenção de talentos e no controle de custos operacionais. Selecionar, admitir, treinar e substituir profissionais gera impactos financeiros e estratégicos importantes. Diante disso, tornam-se fundamentais políticas mais estruturadas de gestão de pessoas, com processos seletivos assertivos, investimento em capacitação, ambientes de trabalho saudáveis, remuneração competitiva e maior incorporação de inovação e tecnologia como instrumentos de atração e retenção de profissionais.
Departamento de Economia e Tributação
Dentro de sua estrutura operacional, o Sindilojas-SP possui o Departamento de Economia e Tributação, objetivando levar ao empresário do comércio varejista um rol de informações relacionadas à conjuntura macroeconômica, imprimindo sobre estas as particularidades do setor do varejo.
O Sindilojas-SP leva em consideração o fato de que temáticas como obrigações fiscais, carga tributária e questões relativas à recente regulamentação da Reforma estarão permanentemente presentes no dia a dia dos empresários do comércio.
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