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Uma em cada quatro MPEs está vulnerável a golpes digitais, diz estudo

5 de março de 2026

*Fonte: Diário do Comércio

Embora os golpes e as fraudes financeiras contra empresas estejam se tornando mais comuns no Brasil, impulsionados pelos avanços tecnológicos, 22% das micro e pequenas empresas ainda não adotam qualquer medida interna de proteção digital. Nesses casos, a responsabilidade pela segurança fica restrita apenas aos sistemas de pagamento utilizados. O dado é de uma pesquisa realizada pela Opinion Box, a pedido da empresa de meios de pagamento Fiserv.

O levantamento ouviu 322 responsáveis por microempresas e empresas de pequeno porte dos setores de serviços, comércio atacadista e varejo. Entre os mecanismos de proteção digital mais utilizados, o backup de informações aparece na liderança, citado por 30% dos entrevistados. Já 27% afirmam estabelecer controles de acesso aos sistemas para funcionários e colaboradores. Recursos como criptografia de dados sensíveis e uso de firewall são adotados por 25%.

Assista: Prevenção aos crimes digitais aplicada ao varejo

Segundo Elísio Pereira, vice-presidente de tecnologia da Fiserv na América Latina, é importante esclarecer que o backup não deve ser confundido com uma solução completa de segurança. “O objetivo do backup é garantir a preservação e a recuperação das informações em caso de perda. Ele não impede invasões, não bloqueia tentativas de fraude e tampouco protege contra falhas operacionais ou problemas de conexão”, explica.

Conjunto de ferramentas

Para o executivo, o fortalecimento da proteção digital no varejo passa pela adoção de um conjunto mais amplo de ferramentas. Ele destaca que os próprios meios de pagamento já incorporam camadas relevantes de segurança, como criptografia, firewall e o protocolo 3DS, que contribuem para assegurar a integridade das transações.

Ainda assim, essas medidas, isoladamente, não garantem a proteção integral da operação. “É necessário avançar para modelos integrados de segurança, que ofereçam cobertura abrangente e contínua, compatível com as exigências crescentes do ambiente digital”, afirma.

Os dados também mostram que uma em cada quatro empresas não possui estrutura organizada de segurança digital, o que aumenta a vulnerabilidade tanto dos dados dos clientes quanto das próprias operações frente à atuação de cibercriminosos. Em contrapartida, 35% das empresas informaram contar com soluções internas de proteção, enquanto 24% afirmam recorrer a parceiros externos especializados para gerenciar a segurança.

Análise regional

Na análise regional, 41% das empresas da região Norte disseram contratar parceiros externos para a gestão de segurança digital. No Sudeste, 26% admitiram não possuir uma estrutura organizada nessa área. Já no Sul, 37% contam com soluções internas, percentual semelhante ao do Centro-Oeste, onde 39% afirmam ter sistemas próprios para lidar com a proteção digital.

A pesquisa também investigou a percepção do consumidor. Entre os 2.018 entrevistados, 76% afirmaram que a segurança de informações pessoais e financeiras é fator decisivo tanto em compras realizadas em lojas físicas quanto no ambiente online. A preocupação é mais acentuada entre mulheres e pessoas com mais de 30 anos.

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