Câmara Setorial de Pet Shop

Setor Pet: emprego formal cresce mais que o triplo na capital

17 de março de 2026

Entre janeiro de 2020 e janeiro de 2026, o mercado de trabalho formal ligado ao setor pet na cidade de São Paulo apresentou uma expansão significativamente superior à média do mercado de trabalho local. Nesse período, o número de vínculos celetistas ativos no segmento passou de 11.798 para 18.313 postos de trabalho, um aumento de 55,2 empregos formais em apenas seis anos.

Dinamismo do setor Pet

No mesmo intervalo, o conjunto do mercado de trabalho formal da capital paulista registrou aumento de 17,8%. A comparação evidencia o dinamismo do segmento pet: o crescimento do emprego formal no setor foi mais de três vezes superior ao observado na economia da cidade como um todo, indicando que as atividades relacionadas aos animais de estimação vêm ganhando peso crescente na estrutura produtiva urbana.

Esse desempenho está associado à consolidação e à expansão do mercado pet no Brasil, tendência que se intensificou ao longo da última década e ganhou impulso adicional a partir da pandemia de Covid-19. Mudanças no comportamento das famílias ampliaram a demanda por produtos e serviços voltados aos animais de estimação, estimulando a abertura de novos estabelecimentos e a geração de empregos formais no setor.

Incorporação familiar / Mudanças demográficas

Cada vez mais, cães e gatos são percebidos como membros da família, o que se traduz em maior disposição para investir em seu bem-estar, saúde e qualidade de vida. Esse movimento envolve desde a busca por alimentação de maior qualidade e cuidados veterinários especializados até serviços de estética, hospedagem, adestramento e atividades de lazer voltadas aos animais.

Essa transformação cultural também está associada a mudanças demográficas importantes. A queda da taxa de fecundidade, o adiamento da parentalidade e o aumento do número de domicílios menores ou unipessoais contribuem para que os animais de estimação ocupem um papel afetivo cada vez mais central na vida doméstica. Paralelamente, avanços na medicina veterinária, na nutrição animal e nos cuidados preventivos têm ampliado a longevidade dos pets, prolongando a convivência entre tutores e animais e aumentando a demanda por serviços ao longo do tempo.

A pandemia reforçou esse processo. O período de isolamento social levou muitas famílias a adotarem animais de estimação em busca de companhia e bem-estar emocional. Ao mesmo tempo, o maior tempo passado em casa intensificou a convivência com os pets, fortalecendo vínculos afetivos e consolidando hábitos de consumo relacionados ao cuidado cotidiano dos animais.

Organização econômica da capital

Apesar desse crescimento expressivo do emprego, a estrutura do mercado pet paulistano reflete a própria organização econômica da cidade. A capital concentra principalmente atividades de comércio e serviços voltadas ao consumidor final, como o comércio especializado, as clínicas veterinárias, estabelecimentos de banho e tosa, hospedagem e outros serviços de cuidado animal. Por essa razão, o segmento local não incorpora, em grande medida, etapas da cadeia produtiva associadas à agropecuária e à indústria, como a criação de animais, a produção de insumos e a fabricação de rações e medicamentos veterinários, distribuída territorialmente fora da capital.

Presença de MEIs

Além do crescimento do emprego celetista, o setor também se destaca pela maciça presença de empreendedores individuais formalizados. Atualmente, cerca de 10,8 mil MEIs atuam em atividades relacionadas ao mercado pet na cidade de São Paulo. Esses profissionais incluem desde prestadores de serviços de banho e tosa e cuidadores de animais até pequenos comerciantes e distribuidores de produtos especializados.

A presença desses microempreendedores amplia o impacto econômico do segmento e evidencia que a expansão do mercado pet não se limita às empresas formais de maior porte, mas também se manifesta em iniciativas de pequeno porte e na economia de serviços locais. Dessa forma, o crescimento de 55,2% do emprego celetista no setor pet entre 2020 e 2026 sinaliza não apenas um movimento conjuntural, que até passou por uma estabilidade ano passado (apenas 238 vagas CLT criadas), mas uma transformação estrutural no padrão de consumo urbano e na organização das atividades econômicas associadas ao cuidado com os animais de estimação.

PetShop é Sindilojas-SP

 As empresas do comércio varejista de Pet Shop têm a representação empresarial do segmento realizada pelo Sindilojas-SP e aqui na entidade encontram também a Câmara Setorial de Lojistas de Pet Shop do Sindilojas-SP. Por meio de uma coordenadoria atuante, um conselho consultivo formado por profissionais do ramo, e uma estrutura adequada para atender toda a demanda desse segmento na capital, essa câmara está à disposição de todos os empresários pets, dedicados ao crescimento organizado e eficiente desse mercado tão promissor.

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Dentro de sua estrutura operacional, o Sindilojas-SP possui o Departamento de Economia e Tributação, objetivando levar ao empresário do comércio varejista um rol de informações relacionadas à conjuntura macroeconômica, imprimindo sobre estas as particularidades do setor do varejo.

O Sindilojas-SP leva em consideração o fato de que temáticas como obrigações fiscais, carga tributária e questões relativas à recente regulamentação da Reforma estarão permanentemente presentes no dia a dia dos empresários do comércio.

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