As oportunidades das semanas pré e pós Natal
O Natal se aproxima e esta semana anterior a data pode ser considerado o período mais decisivo do ano para o comércio varejista. Tradicionalmente reconhecida como a semana mais “quente” em termos de vendas, ela concentra um volume elevado de consumo impulsionado tanto pelo apelo emocional das festas quanto por fatores econômicos específicos deste momento do calendário.
Um dos principais motores da demanda é a entrada, na economia, da segunda parcela do 13º salário. Diferentemente da primeira parcela, que costuma ser direcionada muitas vezes ao pagamento de dívidas (em atraso ou não), a parcela final tende a alimentar diretamente o consumo. A compra e a troca de presentes, além dos gastos com alimentos, bebidas e itens para ceias e confraternizações, ganham força, elevando o fluxo de consumidores nas lojas físicas e nos canais digitais, além de estimular compras por impulso.
Desafios
Esse aumento expressivo do movimento impõe desafios relevantes aos varejistas. Manter a qualidade do atendimento em meio a lojas mais cheias torna-se um diferencial competitivo importante, exigindo equipes atentas e processos mais ágeis. Garantir a disponibilidade de mercadorias é outro ponto crítico, já que rupturas de estoque podem representar perdas significativas de faturamento justamente no período de maior procura. A política de preços também assume papel central, ainda mais em períodos de orçamento apertado: estratégias que preservem competitividade, sem comprometer margens de forma excessiva, são fundamentais para assegurar giro de estoques e liquidez ao final do exercício. Também ganham relevância as ações voltadas aos consumidores de última hora, como horários estendidos, comunicação clara sobre prazos, ofertas bem sinalizadas, kits prontos e sugestões de presentes que facilitem a decisão de compra.
Oportunidades no pós-Natal
As vendas mais fortes de dezembro, no entanto, não se encerram no Natal. A última semana do mês costuma ser um momento favorável para novas transações, impulsionadas principalmente pelas trocas de produtos que não serviram ou não agradaram aos presenteados. Do ponto de vista legal, o varejo não é obrigado a realizar trocas quando não há vício ou defeito na mercadoria, desde que essa condição esteja claramente informada ao consumidor. Ainda assim, permitir trocas nesses casos é, em muitos casos, uma decisão estratégica de bom senso comercial, pois contribui para a fidelização, melhora a percepção da marca e abre espaço para vendas adicionais e elevação do ticket médio.
Além disso, o Réveillon se apresenta como mais uma data relevante para o comércio. A celebração da virada do ano impulsiona a demanda por vestuário, calçados, acessórios, cosméticos e artigos para o lar, reforçando o potencial de vendas nos últimos dias de dezembro. Consumidores buscam renovar o visual, preparar ambientes e simbolizar o início de um novo ciclo.
Promoção de experiências e resultados
Nesse contexto, o estabelecimento que souber observar e incorporar a narrativa do fim do ano e do começo de novos projetos tende a oferecer uma experiência mais completa e diferenciada ao consumidor. Ao alinhar atendimento, comunicação, ambientação e mix de produtos a esse sentimento de renovação, o varejo amplia suas chances de transformar o intenso fluxo de clientes em resultados mais consistentes, encerrando o ano em patamar mais favorável e iniciando o próximo com maior fôlego financeiro e comercial.
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