Emprego de estrangeiros em SP avança 80% em 10 anos
O mercado de trabalho formal da cidade de São Paulo tem apresentado mudanças relevantes nos últimos anos, refletindo tanto o dinamismo econômico da capital quanto movimentos migratórios mais recentes. Um levantamento do Sindilojas-SP, realizado a partir da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostra que entre 2016 e 2025, o número de vínculos formais ocupados por estrangeiros na capital paulista aumentou praticamente 80%, alcançando 44.514 trabalhadores no ano passado.
Enquanto o Caged se restringe ao mercado de trabalho celetista, a RAIS engloba todos os tipos de vínculos formais de trabalho.
Evolução do número estrangeiros no mercado de trabalho formal paulistano

Fonte: RAIS e Caged / Elaboração: Sindilojas SP / *Projeção com base na soma do saldo do Caged 2025
Além da recuperação econômica observada após o período mais crítico da pandemia, houve também uma ampliação da inserção de imigrantes no mercado formal. Esse movimento se tornou mais evidente a partir de 2021, quando o emprego formal voltou a crescer de forma mais consistente no país. A retomada das contratações abriu espaço para a formalização de trabalhadores estrangeiros, sejam de recém-chegados, sejam daqueles que já estavam inseridos na dinâmica econômica da cidade, muitas vezes atuando anteriormente de forma informal.
Dentre as nacionalidades com o maior número de trabalhadores formais na capital, destacam-se os venezuelanos, angolanos, haitianos, bolivianos e chineses.
Top 10 nacionalidades com o maior número de empregados formais no mercado de trabalho paulistano – 2025

Também em consonância com o que se viu pós pandemia, onde o setor de serviços tem sido o responsável pela maior parte dos empregos gerados na capital, este é o grande setor que abriga a maior parte dos trabalhadores formais estrangeiros. Dentre os 10 subsetores que mais concentram tal mão de obra, destacam-se os serviços de teleatendimento, de locação de mão de obra temporária e os restaurantes.
Este “top 3” pertence ao grande setor de se serviços, todavia, destacam-se também (na indústria de transformação) o segmento de confecção de vestuário e (na construção civil) os estabelecimentos empregadores no ramo de construção de edifícios. O comércio possui apenas um segmento dentre os maiores empregadores de estrangeiros na capital, o varejista de vestuário e acessórios.
Top 10 subsetores com o maior número de empregos formais ocupados por estrangeiros no mercado de trabalho paulistano – 2025

Também é relevante destacar as principais características destes pouco mais de 44,5 mil trabalhadores estrangeiros formalmente empregados em São Paulo/SP. Segundo novamente dados da RAIS, incrementados pelo saldo de mão de obra celetista do Novo Caged em 2025, 33,3% deles possuem de 30 a 39 anos. 49,5% possuem o ensino médio completo e 34,6% ensino superior completo. 63,2% são homens e 36,8% mulheres.
Análise dos dados
A formalização da mão de obra estrangeira cumpre duas funções relevantes dentro do funcionamento do mercado de trabalho. Do ponto de vista dos trabalhadores, o emprego formal representa a forma mais segura de inserção ocupacional, garantindo acesso à seguridade social, direitos trabalhistas e maior estabilidade nas relações de trabalho, sendo um passo importante no processo de integração econômica e social no país.
Por outro lado, para as empresas, a contratação formal também traz benefícios importantes, ainda mais em períodos em que diversos segmentos enfrentam escassez ou menor oferta de mão de obra disponível. A formalização permite ampliar o acesso a trabalhadores e, ao mesmo tempo, proporciona segurança jurídica nas relações de trabalho, reduzindo riscos e garantindo maior previsibilidade na gestão das equipes.
Vale destacar que o aumento da formalização de estrangeiros está diretamente relacionado ao próprio ritmo de crescimento do emprego, seja no país, Estado de São Paulo e na capital paulista. Tal expansão contínua da empregabilidade formal chegou também até pessoas de outras nacionalidades, trazendo impactos significativos, pois garante renda, proteção, acesso a crédito e todos os benefícios do emprego formal. Este cenário promove uma melhor qualidade de vida, sobretudo para quem chegou ao país em busca de novas (e/ou melhores) oportunidades diante das condições em seu local de origem.
Departamento de Economia e Tributação
Dentro de sua estrutura operacional, o Sindilojas-SP possui o Departamento de Economia e Tributação, objetivando levar ao empresário do comércio varejista um rol de informações relacionadas à conjuntura macroeconômica, imprimindo sobre estas as particularidades do setor do varejo.
O Sindilojas-SP leva em consideração o fato de que temáticas como obrigações fiscais, carga tributária e questões relativas à recente regulamentação da Reforma estarão permanentemente presentes no dia a dia dos empresários do comércio.
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