Juros às empresas em dezembro tem maior patamar desde 2016
Custo do crédito mais elevado pressiona margens, adia investimentos e afeta diretamente o varejo, avalia o Sindilojas-SP.
O custo do crédito para as empresas voltou a subir no Brasil e encerrou 2025 no maior patamar já registrado para meses de dezembro desde 2016. De acordo com dados do Banco Central do Brasil, a taxa média anual das operações de crédito com recursos livres destinadas às pessoas jurídicas manteve trajetória predominantemente ascendente ao longo do ano, com intensificação no primeiro semestre.
Levantamento elaborado pelo Sindilojas-SP mostra que, no fechamento de 2025, oito das dez principais modalidades de crédito utilizadas pelas empresas apresentaram juros médios superiores aos registrados em dezembro do ano anterior. A taxa média mensal total avançou de forma relevante, com destaque para as operações de capital de giro de até 365 dias, que tiveram aumento de 1,94 ponto percentual, além do cartão de crédito rotativo, conta garantida e cheque especial empresarial.
Encarecimento estrutural
Entre as modalidades analisadas, o cheque especial empresarial permanece como a linha mais onerosa do sistema financeiro, com taxa média de 13,47 por cento ao mês em dezembro. Na avaliação da entidade, o cenário reforça o encarecimento estrutural do financiamento da atividade produtiva no país.
Segundo o presidente do Sindilojas SP, Aldo Nuñez Macri, o impacto dos juros elevados vai além do caixa das empresas. “O crédito mais caro pressiona as margens, posterga investimentos e dificulta o planejamento financeiro. No comércio, esse efeito é ainda mais sensível porque os juros altos também restringem o consumo das famílias, reduzindo o parcelamento e o acesso ao crédito”, afirma.
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Alternativas e estratégias
O dirigente ressalta que setores intensivos em crédito, como o varejo, sentem de forma direta a combinação entre custo financeiro elevado e menor disposição do consumidor para compras de maior valor. “É um ambiente que exige decisões mais cautelosas e uma gestão financeira ainda mais rigorosa”, completa Macri.
Diante desse cenário, o Sindilojas-SP recomenda cautela na contratação de novos empréstimos, renegociação de passivos existentes e planejamento detalhado do fluxo de caixa. A entidade também orienta a busca por alternativas de financiamento com garantias, otimização de estoques, controle de despesas operacionais e adoção de estratégias comerciais menos dependentes de prazos longos de pagamento, como forma de preservar a sustentabilidade financeira das empresas em um contexto de juros persistentemente elevados.
Departamento de Economia e Tributação
Dentro de sua estrutura operacional, o Sindilojas-SP possui o Departamento de Economia e Tributação, objetivando levar ao empresário do comércio varejista um rol de informações relacionadas à conjuntura macroeconômica, imprimindo sobre estas as particularidades do setor do varejo.
O Sindilojas-SP leva em consideração o fato de que temáticas como obrigações fiscais, carga tributária e questões relativas à recente regulamentação da Reforma estarão permanentemente presentes no dia a dia dos empresários do comércio.
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