Os desafios da economia em 2026
A economia brasileira deve enfrentar em 2026 um ambiente de crescimento ainda mais moderado, consolidando e aprofundando a desaceleração que passou a ser claramente percebida a partir da segunda metade de 2025. O ciclo de expansão observado no período pós-pandemia, fortemente sustentado por estímulos fiscais e aquecimento do mercado de trabalho, dá lugar a uma fase de ajuste mais prolongada, na qual os limites desse modelo se tornam evidentes. O esgotamento da capacidade de estímulo do setor público e a necessidade de controle inflacionário impõem um esperado ritmo mais lento à atividade econômica.
Nesse contexto, a política monetária restritiva assume protagonismo. A manutenção de juros elevados por um período prolongado, ainda que impopular, cumpriu seu papel central de desacelerar a inflação, que vinha pressionada por fatores domésticos e externos.
Como os efeitos da política monetária ocorrem com defasagem, 2026 tende a ser o ano em que esse aperto será sentido de forma mais ampla e disseminada pelos diversos setores da economia, resultando em menor crescimento, maior seletividade do crédito e adiamento de decisões de expansão empresarial.
Fatores
Apesar desse ambiente mais desafiador, o mercado de trabalho segue funcionando como um importante amortecedor do ciclo econômico. Os níveis de ocupação permanecem elevados em termos históricos, a renda real das famílias ainda mostra algum grau de resiliência e a massa salarial continua sustentando parte da demanda doméstica. Esses fatores evitam uma desaceleração mais brusca e devem garantir um crescimento do Produto Interno Bruto em torno de 1,8% em 2026. Ainda assim, esse desempenho representa o menor ritmo de expansão da economia brasileira desde a forte contração observada em 2020, no auge da crise provocada pela pandemia da Covid-19.
Cenário do consumo
O principal vetor da desaceleração continuará sendo o enfraquecimento do consumo das famílias, tradicionalmente o motor do PIB brasileiro. O elevado endividamento, o custo ainda alto do crédito e um ambiente de maior incerteza levam os consumidores a adotarem uma postura mais cautelosa, priorizando gastos essenciais e postergando a aquisição de bens duráveis e serviços de maior valor. Esse movimento reduz o dinamismo da economia como um todo e afeta de forma mais rápida e intensa o setor comercial, em especial o comércio varejista, que é aquele segmento com o primeiro e o maior contato com o consumidor final.
1° semestre desafiador
Dessa forma, 2026 se desenha como um ano de crescimento baixo, inflação mais controlada e desafios relevantes para os setores voltados ao mercado interno. O cenário exigirá das empresas ainda maior eficiência operacional, gestão rigorosa de custos e estoques, além de estratégias mais conservadoras, em um ambiente marcado por um consumidor mais seletivo e por condições financeiras ainda restritivas. E o Sindilojas alerta: a tendência é termos um primeiro semestre mais desafiador que a segunda metade do ano.
Departamento de Economia e Tributação
Dentro de sua estrutura operacional, o Sindilojas-SP possui o Departamento de Economia e Tributação, objetivando levar ao empresário do comércio varejista um rol de informações relacionadas à conjuntura macroeconômica, imprimindo sobre estas as particularidades do setor do varejo.
O Sindilojas-SP leva em consideração o fato de que temáticas como obrigações fiscais, carga tributária e questões relativas à recente regulamentação da Reforma estarão permanentemente presentes no dia a dia dos empresários do comércio.
Fale conosco, queremos ajudar, melhorar e proteger seu negócio. Entre em contato através dos nossos canais
Na Capital de São Paulo, o Sindilojas-SP é a entidade representativa do comércio lojista. Conheça os diversos produtos, serviços e assessorias à sua disposição. Associe-se!
Central de Atendimento Sindilojas-SP
Ligue 11 2858-8400, FALE CONOSCO ou ainda pelo WhatsApp 11 2858-8402
