Notícias do Departamento de Economia e Tributação

PIB desacelera em 2025 e traz crescimento modesto ao comércio

4 de março de 2026

Em 2025, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro aumentou 2,3% frente a 2024 e atingiu R$ 12,7 trilhões em valores correntes, de acordo com o IBGE e em divulgação neste último dia 03/03. Esse foi o 5° ano consecutivo de expansão econômica, mas também a taxa mais fraca desse ciclo, que mostra uma redução progressiva do ímpeto da atividade ao longo dos anos.

Evolução anual do PIB brasileiro (%)


Fonte: IBGE / *Projeção Sindilojas-SP

Do ponto de vista setorial, todos os grandes segmentos cresceram, porém de forma desigual. A agropecuária se destacou com forte desempenho (+11,7%), enquanto a indústria expandiu apenas modestamente (+1,4). Já o setor de serviços (o maior da economia) cresceu 2,8% no acumulado de 2025, mas mostrou perda de dinamismo em relação aos anos anteriores.

Dentro desse contexto, o desempenho do comércio no PIB é particularmente relevante para o Sindilojas-SP. Embora a economia tenha apresentado crescimento de 2,3%, o valor adicionado do comércio cresceu apenas 1,1%, sendo o segundo menor entre as divisões do grande setor de serviços na metodologia do IBGE, o que reflete uma lacuna entre a expansão geral da atividade econômica e o desempenho específico do setor.

Evolução do valor adicionado do setor de Serviços no PIB brasileiro em 2025, por suas divisões (%)

 

Fonte: IBGE

Essa moderação nos resultados ja havia sido antecipada pelo Sindilojas SP, em grande medida porque a política monetária manteve juros elevados ao longo de 2025 para assegurar a continuidade da queda da inflação, um componente essencial da estabilidade macroeconômica. Durante esse processo, o custo mais alto do crédito e as condições financeiras mais restritivas tenderam a conter o consumo das famílias e o investimento das empresas, reduzindo o ritmo geral da economia.

O quadro conjuntural mostra sinais claros de que a economia perdeu tração ao longo de 2025, especialmente no segundo semestre, quando os indicadores de produção, vendas e serviços apontaram menor intensidade de crescimento ou até episódios de estagnação em bases mensais. E mesmo observando o resiliente mercado de trabalho brasileiro, o Novo Caged apontou a criação de cerca de 1,2 milhão de vagas formais em 2025, resultado ainda positivo, porém inferior ao observado nos anos mais vigorosos da retomada econômica. E o resultado de janeiro de 2026, ainda que positivo, já se mostrou o mais fraco para o mês, desde 2023.

Tendências em 2026

Para 2026 haverá manutenção dessa tendência de crescimento moderado. Para o Sindilojas SP o PIB deve avançar cerca de 1,8%, reforçando a perspectiva de que a economia brasileira seguirá em expansão, porém em um ritmo ainda mais lento do que em 2025. E a percepção da população, em meio a preços, juros, endividamento e inadimplência elevados, ainda será de desconfiança e pragmatismo. Mesmo com os níveis de emprego e renda razoavelmente sustentados.

Nesse ambiente, setores como o comércio varejista, diretamente vinculados ao consumo doméstico e às condições de renda e crédito, deverão continuar enfrentando desafios para recuperar dinamismo, especialmente em segmentos que comercializam item “não essenciais” e que são passíveis de adiamento do consumo. Os dados de 2025 e as perspectivas mais baixas ainda para 2026 exigem dos empresários ainda mais parcimônia e planejamento frente ao desempenho da economia. Nesse sentido, é hora de voltar-se também para dentro do estabelecimento, buscando mais atenção às estratégias de gestão, oferta e precificação de mercadorias e à busca perene de competitividade ao longo deste ano, especialmente em suas datas especiais.

Departamento de Economia e Tributação

Dentro de sua estrutura operacional, o Sindilojas-SP possui o Departamento de Economia e Tributação, objetivando levar ao empresário do comércio varejista um rol de informações relacionadas à conjuntura macroeconômica, imprimindo sobre estas as particularidades do setor do varejo.

O Sindilojas-SP leva em consideração o fato de que temáticas como obrigações fiscais, carga tributária e questões relativas à recente regulamentação da Reforma estarão permanentemente presentes no dia a dia dos empresários do comércio.

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