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Taxa Selic: corte de 0,25% mantém cautela diante de riscos inflacionários

30 de abril de 2026

O Comitê de Política Monetária decidiu reduzir novamente a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, levando o juro básico da economia brasileira para 14,50% ao ano. A decisão reforça a estratégia de flexibilização monetária iniciada na reunião março, mas evidencia também o grau de cautela adotado pela autoridade monetária em um ambiente ainda marcado por pressões inflacionárias relevantes.

Evolução da Taxa Selic (% ao ano)

Fonte: Banco Central do Brasil / Elaboração: Sindilojas SP

O cenário de inflação corrente e esperada voltou a apresentar sinais de deterioração nas últimas semanas. Parte dessa pressão está associada ao avanço dos preços de combustíveis e derivados de petróleo no mercado internacional, movimento impulsionado pelos desdobramentos da guerra envolvendo EUA e o Irã. Como o petróleo exerce influência direta sobre cadeias produtivas e custos logísticos, seu encarecimento tende a se refletir em diferentes segmentos da economia brasileira.

Além disso, o Banco Central também monitora a recente alta de itens de alimentação consumidos dentro do lar, que possuem peso significativo no orçamento das famílias e forte impacto na percepção inflacionária dos consumidores. A combinação desses fatores ajuda a explicar por que o corte de juros ocorreu de forma moderada.

Alento ao comércio

Ainda assim, a decisão pode ser considerada uma notícia positiva. Parte dos agentes de mercado vinha cogitando a possibilidade de que o Banco Central optasse por interromper temporariamente o ciclo de queda da Selic diante das incertezas inflacionárias. A redução, mesmo que modesta, sinaliza a continuidade da trajetória de flexibilização da política monetária, ainda que em ritmo gradual e dependente da evolução dos preços.

Para os empresários do comércio varejista, o movimento representa um alento importante. A trajetória de queda da Selic tende, ao longo do tempo, a reduzir o custo do crédito tanto para consumidores quanto para empresas, favorecendo o consumo e a atividade econômica. Esse aspecto ganha ainda mais relevância quando se observa o nível atual das taxas de juros praticadas no sistema financeiro.

Sinalização de tendência

De acordo com dados do próprio Banco Central, em março, as taxas médias anuais de juros do crédito com recursos livres para pessoas físicas atingiram 61,53%, o segundo maior nível desde agosto de 2017. Para pessoas jurídicas, a taxa média chegou a 24,61% ao ano, patamar bastante próximo dos 25,08% registrados em outubro do ano passado, que haviam sido os mais elevados desde julho de 2017.

Nesse contexto, embora o corte da Selic não produza efeitos imediatos sobre o custo do crédito, ele sinaliza uma tendência importante para os próximos meses. A continuidade desse movimento pode contribuir gradualmente para aliviar as condições financeiras de famílias e empresas, favorecendo a retomada do consumo e da atividade no comércio varejista, inclusive da nossa capital paulista.

Departamento de Economia e Tributação

Dentro de sua estrutura operacional, o Sindilojas-SP possui o Departamento de Economia e Tributação, objetivando levar ao empresário do comércio varejista um rol de informações relacionadas à conjuntura macroeconômica, imprimindo sobre estas as particularidades do setor do varejo.

O Sindilojas-SP leva em consideração o fato de que temáticas como obrigações fiscais, carga tributária e questões relativas à recente regulamentação da Reforma estarão permanentemente presentes no dia a dia dos empresários do comércio.

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