Vendas do comércio paulista avançam em novembro, pelo segundo mês seguido
Depois de ter aumentado 0,9% em outubro, o volume de vendas do comércio restrito paulista avançou novos 0,7% em novembro. É o que mostra a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), do IBGE divulgada no último dia 15/01. O percentual se dá com a comparação ao mês imediatamente anterior, considerando os necessários ajustes sazonais. No país, o aumento foi de 1,0%, também o segundo consecutivo.
Comparativos
Mesmo que tenha havido aumento de vendas em novembro contra outubro, a PMC também nos mostra que o desempenho em relação ao mês de novembro de 2024 ficou no negativo, em -0,5% mais precisamente no comércio paulista. O resultado foi puxado especialmente por hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-2,5%), até por sua importância. Todavia, desempenhos negativos também foram observados nos comércios de móveis (-16,2%), combustíveis (-5,7%), vestuário e calçados (-0,5%) e de materiais para escritório, comunicação e informática (-3,0%).
De janeiro a novembro de 2025 o comércio paulista acumula aumento de apenas 0,3% em seu volume de vendas. Já em 12 meses a trajetória é visivelmente descendente, marcando em novembro modestos 0,4% de crescimento, abaixo inclusive do resultado nacional (+1,5%).
ANÁLISE ECONÔMICA
Ao analisar detalhadamente a PMC do comércio restrito paulista referentes ao mês de novembro, indicador que exclui automóveis, peças, materiais de construção e o atacadista de alimentos e que considera apenas estabelecimentos com mais de 20 funcionários, observa-se um desempenho positivo em comparação a outubro. Este é o segundo resultado consecutivo de crescimento, evidenciando uma leve recuperação no ritmo do setor no segundo semestre de 2025.
Apesar disso, o crescimento acumulado no ano é de apenas 0,3%. Já no período de doze meses o aumento foi de 0,4%, com este indicador em uma tendência clara desaceleração. Tanto que se observa que o desempenho em novembro apresentou resultado negativo em relação ao mesmo mês de 2024, ainda que de forma moderada.
Em geral, o setor varejista paulista apresentou redução de desempenho em 2025 especialmente após o segundo trimestre do ano, refletindo o início de um período realmente mais desafiador ao consumo das famílias. As elevadas taxas de juros aumentaram o custo do crédito, em meio a já elevados índices de inadimplência e endividamento dos consumidores. Esse cenário comprometeu a manutenção dos patamares de gastos familiares, impactando diretamente o comércio, especialmente sua divisão varejista, segmento altamente sensível a tais indicadores. A tendência é de pouca alteração deste cenário no curto prazo, seja ao observamos os dados que ainda serão divulgados com relação a dezembro de 2025, seja ao analisarmos os primeiros meses de 2026.
Departamento de Economia e Tributação
Dentro de sua estrutura operacional, o Sindilojas-SP possui o Departamento de Economia e Tributação, objetivando levar ao empresário do comércio varejista um rol de informações relacionadas à conjuntura macroeconômica, imprimindo sobre estas as particularidades do setor do varejo.
O Sindilojas-SP leva em consideração o fato de que temáticas como obrigações fiscais, carga tributária e questões relativas à recente regulamentação da Reforma estarão permanentemente presentes no dia a dia dos empresários do comércio.
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