Notícias do Departamento de Economia e Tributação

Vendas do comércio paulista crescem 0,9% em janeiro

12 de março de 2026

Após retração de 0,7% em dezembro, o volume de vendas do comércio paulista voltou a crescer segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), do IBGE. Em janeiro o avanço foi de 0,9%. Em ambos os casos, a comparação é feita contra o mês anterior, considerando os ajustes sazonais. E é relevante ressaltar que o desempenho do comércio paulista neste primeiro mês do ano foi mais que o dobro do visto em âmbito nacional, que ficou em +0,4%.

Índice do volume de vendas do comércio varejista restrito (%): Mês contra mês imediatamente anterior – janeiro de 2026

Fonte: IBGE / Elaboração: Sindilojas-SP

Na comparação janeiro de 2026 contra janeiro de 2025 o aumento no volume de vendas foi mais substancial ainda no comércio paulista, atingindo os 1,5%. Porém, neste caso, ficou abaixo da variação nacional (+2,8%).  De volta a São Paulo, bons resultados mensais no varejo de tecidos, vestuário e calçados (+10,2%), eletrodomésticos (+7,2%) e das farmácias, lojas de artigos médicos, perfumes e cosméticos (+4,1%). Por outro lado, resultado ruim no varejo de móveis, que viu o seu volume de vendas baixar 13,5% na comparação dos últimos meses de janeiro, segundo o Instituto.

Índice do volume de vendas do comércio varejista restrito do Estado de São Paulo (%), por atividades – janeiro de 2026

Em 12 meses o indicador de volume de vendas no país se manteve com crescimento de 1,6%. Já no estado de São Paulo a taxa diminuiu e passa a ser de residuais 0,2%, praticamente uma estabilidade.

Evolução índice de 12 meses do volume de vendas do comércio varejista restrito – Brasil e Estado de São Paulo

Fonte: IBGE / Elaboração: Sindilojas-SP

Análise econômica

O volume de vendas do comércio, apurado através da variação da quantidade vendida do setor (em R$) com desconto da variação específica de preços de cada atividade, é um importante aferidor de performance conjuntural do comércio brasileiro e paulista.

Os números de janeiro foram um alento em relação a dezembro (com ajuste sazonal do indicador), mostrando que a população paulista no fim do ano passado escolheu por direcionar renda à quitação de dívidas e outros serviços, postergando alguns gastos com itens para o primeiro mês do ano.

Dentre os segmentos, vestuário vem de uma base fraca de comparação anual, dado que em janeiro de 2025 havia avançado apenas 2,5%. Por outro lado, mesmo as farmácias, perfumarias e lojas de cosméticos tendo um aumento menor que janeiro do ano passado (havia sido 7,6%), não se pode desprezar uma oscilação positiva de 4,1%.

Para fevereiro, o efeito carnaval pode pesar, dado que em 2025 a comemoração ocorreu em março. Ainda assim, não se espera variações muito significativas do indicador do volume de vendas que, tendendo, inclusive, ser a tônica de 2026 ao setor. Em resumo, teremos um desempenho geral tímido, com discrepâncias perante suas atividades, até porque o comércio ainda será muito impactado pelo consumo mais fraco das famílias (que ficam mais seletivas), frente a juros, preços e comprometimento de renda elevados.

Departamento de Economia e Tributação

Dentro de sua estrutura operacional, o Sindilojas-SP possui o Departamento de Economia e Tributação, objetivando levar ao empresário do comércio varejista um rol de informações relacionadas à conjuntura macroeconômica, imprimindo sobre estas as particularidades do setor do varejo.

O Sindilojas-SP leva em consideração o fato de que temáticas como obrigações fiscais, carga tributária e questões relativas à recente regulamentação da Reforma estarão permanentemente presentes no dia a dia dos empresários do comércio.

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