Notícias do Departamento de Economia e Tributação

Volume de vendas do comércio paulista cai 1,3% em fevereiro

15 de abril de 2026

Segundo dados atualizados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), do IBGE, o volume de vendas do comércio no estado de São Paulo recuou 1,3% neste último mês de fevereiro, quando comparado ao mesmo mês de 2025. Os números são do comércio restrito, quando não se consideram materiais de construção, veículos e peças, além do atacado de alimentos.

Por grupos, as quedas relativas mais substanciais foram no comércio de outros artigos de uso pessoal e doméstico (-11,2%) e em móveis (-14,2%). Pela representatividade do ramo, a queda de 1,5% nos hipermercados, supermercados, lojas de produtos alimentícios e de bebidas e fumo precisa ser registrada. Por outro lado, o comércio de tecidos, vestuário e calçados (+7,5%) e de materiais para escritório, informática e comunicação (+20,4%) lideraram as altas.

Índice do volume de vendas do comércio varejista restrito do Estado de São Paulo (%), por atividades

Tanto no primeiro bimestre quanto em 12 meses o volume de vendas do comércio paulista praticamente se mostra, na média geral, estagnado. O crescimento é de residuais 0,1% em ambos os extratos temporais. Já em território nacional há um aumento de 1,4% nos últimos 12 meses, comparado aos 12 meses imediatamente anteriores. Ainda assim, no decorrer dos meses também em decréscimo persistente do indicador.

Fonte: IBGE / Elaboração: Sindilojas SP

Análise econômica

A situação do comércio paulista é complicada em 2026. Mesmo fevereiro apresentando pequeno aumento de 0,2% em relação a janeiro (com ajuste sazonal), em comparação a 2025 a queda foi de 1,3%. Mesmo havendo efeitos negativos de calendário, devido ao carnaval, a situação difícil pode ser comprovada com os números do bimestre e em 12 meses, onde praticamente não há crescimento. E a tendência é que este indicador anual já fique no negativo a partir dos dados de março.

Mesmo com discrepâncias dentre os segmentos mantidos, o que se vê é que mesmo ramos do chamado comércio “essencial”, menos passíveis a adiamento de consumo como de gêneros alimentícios e medicamentos, há performance negativa (1° caso) ou baixo crescimento (2° caso). E a tendência do setor aos próximos meses não nos parece mudar, até pelos desafios conjunturais também serem os mesmos.

Estoques, sazonalidades e liquidez

O desempenho do comércio em 2026 é limitado pelo elevado comprometimento de renda das famílias, em dia ou mesmo já atrasados (endividamento e inadimplência), fora o cenário de juros altos e preços “salgados”, que impedem alavancagem de novas comprar para além do considerado essencial ou de manutenção do domicílio. Este, portanto, é um período de dificuldades do consumidor, mesmo frente a sustentação da sua renda. Aos empresários, compreender tal realidade, apostar em datas especiais (como as que se aproximam) e gerir bem estoques (com preferência para mercadorias de giro maior) e preservação de liquidez no caixa (para depender menos de crédito), são atitudes mais que prudentes, essenciais, quando possíveis.

Departamento de Economia e Tributação

Dentro de sua estrutura operacional, o Sindilojas-SP possui o Departamento de Economia e Tributação, objetivando levar ao empresário do comércio varejista um rol de informações relacionadas à conjuntura macroeconômica, imprimindo sobre estas as particularidades do setor do varejo.

O Sindilojas-SP leva em consideração o fato de que temáticas como obrigações fiscais, carga tributária e questões relativas à recente regulamentação da Reforma estarão permanentemente presentes no dia a dia dos empresários do comércio.

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