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FGV: “Confiança do consumidor sobe, mas não é sustentável”

29 de fevereiro de 2016

Fonte: O Estado de São Paulo

A confiança do consumidor melhorou em fevereiro, mas o avanço se deve mais ao sentimento do que à realidade, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV). Embora as famílias vejam condições mais favoráveis para o orçamento doméstico nos próximos meses, o endividamento segue elevado e a inadimplência piorou em relação ao início de 2015.

A alta de 2,1 pontos na confiança ante janeiro foi a segunda seguida. Ainda assim, o patamar é considerado historicamente baixo e insuficiente para sinalizar bons ventos para o comércio e o setor de serviços.”Não parece ser uma melhora que vá continuar nos próximos meses. A redução no pessimismo se baseia em fatores não consistentes, não há fundamento claro ou dado real que mantenha isso”, afirmou a economista Viviane Seda, coordenadora da sondagem da FGV.

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) também anunciou nesta quinta-feira, 25, que 60,8% das famílias tinham dívidas em fevereiro, menos do que no mês anterior, mas acima do registrado fevereiro de 2015 (57,8%).

O número de famílias com contas ou dívidas em atraso ficou em 23,3% do total, enquanto o índice de consumidores que inadimplentes atingiu 8,6% neste mês – ambos resultados maiores do que em fevereiro do ano passado.”Os juros mais elevados e o cenário menos favorável do mercado de trabalho impactaram negativamente a capacidade de pagamento das famílias”, avaliou a economista da CNC Marianne Hanson.

Por isso, o cenário ainda é de dificuldades, e as próprias famílias acabam admitindo isso. Embora a percepção sobre a economia e as finanças atuais tenha melhorado – possivelmente pelo reajuste de 11,6% no salário mínimo, um “alívio momentâneo” segundo a FGV -, a intenção de compra de bens duráveis recuou ao menor nível da série, iniciada em setembro de 2005. “Ainda não há sinal de melhora para as lojas”, disse Viviane.Entre as famílias com ganhos mensais de até R$ 2,1 mil, a expectativa melhorou consideravelmente neste mês, inclusive em relação ao emprego. “Mas não há nenhum fator de mudança (na conjuntura) que explique isso. É uma questão de expectativa, mais do que realidade”, frisou a economista da FGV.

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