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Brasil cai para 65° posição em ranking global de competitividade

23 de junho de 2026

O Brasil perdeu sete posições no Ranking Mundial de Competitividade 2026, elaborado pelo IMD World Competitiveness Center em parceria com a Fundação Dom Cabral (FDC). Com isso, o país passou a ocupar a 65ª colocação entre 70 economias avaliadas, registrando seu pior desempenho dos últimos anos.

O estudo mede a capacidade das nações de criar e manter um ambiente favorável ao desempenho das empresas, tanto privadas quanto estatais. Para isso, são analisadas condições institucionais, econômicas e estruturais que impactam a produtividade e a eficiência do setor produtivo.

Pilares

A pesquisa considera quatro grandes pilares: desempenho econômico, eficiência governamental, eficiência empresarial e infraestrutura. Em todos eles, o Brasil apresentou recuo em relação ao levantamento anterior.

O resultado mais preocupante foi observado no indicador de eficiência empresarial, que registrou queda de 11 posições. Já o desempenho econômico recuou seis colocações.

Entre os aspectos em que o Brasil se destacou positivamente estão o crescimento de longo prazo do emprego (5ª posição), os subsídios governamentais (5ª), a participação de energias renováveis na matriz energética (5ª), o fluxo de investimento direto estrangeiro (7ª) e a atividade empreendedora em estágio inicial (8ª).

De acordo com Hugo Tadeu, diretor do Núcleo de Inovação, Inteligência Artificial e Tecnologias Digitais da Fundação Dom Cabral, esses resultados evidenciam a capacidade de adaptação da economia brasileira, mesmo diante de desafios internos e externos.

Obstáculos à competitividade

Por outro lado, fatores como custo de capital, endividamento corporativo, qualidade da educação básica, produtividade da força de trabalho, habilidades linguísticas e competências financeiras figuram entre os principais obstáculos à competitividade nacional. Em todos esses quesitos, o Brasil aparece na última posição do ranking.

Na comparação internacional, os países com pior desempenho em competitividade foram Eslováquia (63º), Gana (64º), Brasil (65º), México (66º), Botsuana (67º), Mongólia (68º), Nigéria (69º), além de Namíbia e Venezuela, ambas na 70ª colocação.

No topo da lista aparecem Singapura, Hong Kong, Suíça, Taiwan e Emirados Árabes Unidos. Completam o grupo dos dez países mais competitivos Dinamarca, Irlanda, Países Baixos, Suécia e Estados Unidos.

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