Notícias do Departamento de Economia e Tributação

Vendas no comércio paulista caem 1,2% em maio

17 de julho de 2026

Indicador apresentou retração tanto em relação a abril, quanto em comparação a maio do ano passado.

O volume de vendas do comércio no Estado de São Paulo apresentou em maio uma retração de 1,2% em relação ao mês de abril, com ajustes sazonais. A retração praticamente anulou o avanço observado em abril (+1,1%) e contrastou com o desempenho nacional, que registrou estabilidade, com leve alta de 0,1%. Lembrando que o comércio restrito não inclui automóveis e peças, materiais de construção e atacado de gêneros alimentícios.

Variação do volume de vendas do comércio varejista restrito – Estado de São Paulo – Mês contra mês imediatamente anterior (%)

Fonte: IBGE / Elaboração: Sindilojas-SP

Em relação a maio de 2025 o recuo nas vendas do comércio paulista foi de 0,9%, puxado pelos segmento de supermercados, hipermercados, bebidas e fumo (-3,5%), móveis (-10,2%), equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-3,9%) e artigos de uso pessoal e doméstico (-5,2%). No acumulado dos cinco primeiros meses de 2026 o volume de vendas do comércio possui queda de 0,3% e em 12 meses de 0,5%. Nestes dois períodos, destacam-se especialmente as reduções de desempenho dos ramos de supermercados e hipermercados e no ramo de móveis. Apenas como efeito comparativo, no Brasil o volume de vendas do comércio em 2026 mostra avanço de 1,7% e em 12 meses de 1,4%.

Variação do volume de vendas do comércio varejista restrito – Estado de São Paulo (%)

Análise econômica

Não se nega que os números do volume de vendas do comércio paulista em maio foram um pouco frustrantes, principalmente após o avanço registrado em abril na comparação mensal. Ainda assim, não deixa de ser esperada a continuidade do cenário negativo do setor seja no acumulado do ano, seja em 12 meses.

Chama atenção que boa parte da responsabilidade por estes resultados gerais negativos esteja vindo de um setor considerado de consumo essencial pelas famílias, o de supermercados e hipermercados. Tradicionalmente, trata-se de um segmento mais resiliente, por concentrar despesas essenciais e pouco adiáveis. Ainda assim, nem mesmo esse segmento ficou imune ao aperto do orçamento das famílias. O aumento dos preços dos alimentos consumidos dentro do lar, que acumulam alta de 5,27% no ano, acima dos 3,36% do IPCA, ajudo a reduzir o volume adquirido pelos consumidores.

Dinamismo e desafios ao longo de 2026

Em síntese, o desempenho do comércio paulista mostra que o mercado de trabalho ainda aquecido já não é suficiente para impulsionar o consumo de bens. A renda disponível das famílias segue pressionada pelo elevado endividamento, pelo custo do crédito e pela destinação de uma parcela maior do orçamento para serviços. Soma-se a isso a crescente concorrência das plataformas internacionais de comércio eletrônico, que ampliam sua participação nas decisões de compra dos consumidores. O resultado é um cenário de menor dinamismo e desafios para o varejo paulista ao longo de 2026.

Departamento de Economia e Tributação

Dentro de sua estrutura operacional, o Sindilojas-SP possui o Departamento de Economia e Tributação, objetivando levar ao empresário do comércio varejista um rol de informações relacionadas à conjuntura macroeconômica, imprimindo sobre estas as particularidades do setor do varejo.

O Sindilojas-SP leva em consideração o fato de que temáticas como obrigações fiscais, carga tributária e questões relativas à recente regulamentação da Reforma estarão permanentemente presentes no dia a dia dos empresários do comércio.

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