Notícias do Departamento de Economia e Tributação

Vendas no comércio paulista ficam estagnadas no 1° semestre

17 de agosto de 2026

As vendas do comércio restrito paulista, quando não são considerados os segmento de veículos e peças e de materiais de construção, não apresentaram crescimento em relação ao mesmo período do ano passado, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio, do IBGE. O estagnado resultado contrapôs o aumento, ainda que tímido, de 1,2% na primeira metade de 2025, o que denota a desaceleração de performance geral do setor no atual ano.

Dentre os grupos de atividades avaliados, enquanto o comércio de materiais para escritório, informática e comunicação (+12,5%) e de vestuário e calçados (+8,3%) apresentaram razoáveis evoluções acumuladas nesta primeira metade do ano, o comércio de móveis (-9,3%) e de outros artigos de uso pessoal e doméstico (-2,8%) lideraram as perdas. Até mesmo o segmento de hipermercados e supermercados mostraram retração de vendas, com queda de 1,8% em 2026.

Variação do volume de vendas do comércio restrito no 1° semestre de 2026 – Estado de São Paulo (%)

Em 12 meses há discrepâncias entre os resultados acumulados do comércio paulista e nacional. Enquanto o primeiro apresenta queda de 0,3%, o segundo evolui 1,6%. Em junho, especificamente, o comércio no estado de São Paulo até mostrou evolução de 1,4% em contraposição ao mesmo mês de 2025.

Evolução da volume de vendas do comércio restrito acumulado em 12 meses – Estado de São Paulo e Brasil (%)

Fonte: Pesquisa Mensal do Comércio – IBGE / Elaboração gráfica: Sindilojas-SP

Pelos 27 estados da União, os melhores resultados deste 1° semestre estão no comércio de Pernambuco (+10,7%) e do Distrito Federal (+7,4%).

Estados com os maiores e menores desempenho do volume de vendas do comércio restrito no 1° semestre de 2026 (%)

Não é uma surpresa o volume de vendas do comércio paulista andar de lado em 2026. E aqui cabe citar que a PMC avalia o volume apenas de empresas empregadoras de 20 funcionários ou mais. Em geral, o setor sente os efeitos do orçamento apertado das famílias, devido ao alto nível de comprometimento com dívidas (atrasadas ou não), além das dificuldades em multiplicar poder de compra, frente a um crédito cada vez mais seletivo e ainda muito caro. Este cenário, que ocorre ainda que em meio a uma renda familiar sustentada pelo resiliente mercado de trabalho, iria causar impactos na performance do comércio, o setor mais próximo e que sente mais rápido a trajetória de dificuldades do consumidor. E é o que aconteceu.

Para o segundo semestre, ainda que este cenário em relação a 2025 pouco deva se alterar, não se nega que as conhecidas sazonalidades de datas e épocas especiais, como a que se concentra no último bimestre, deve ser um pequeno alento em relação a capacidade do setor em aquecer novamente suas vendas brutas, giro de estoque e quadro de trabalhadores. Ainda assim, o desempenho ficará patamares bem similares apenas em relação ao ano passado.

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Dentro de sua estrutura operacional, o Sindilojas-SP possui o Departamento de Economia e Tributação, objetivando levar ao empresário do comércio varejista um rol de informações relacionadas à conjuntura macroeconômica, imprimindo sobre estas as particularidades do setor do varejo.

O Sindilojas-SP leva em consideração o fato de que temáticas como obrigações fiscais, carga tributária e questões relativas à recente regulamentação da Reforma estarão permanentemente presentes no dia a dia dos empresários do comércio.

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