Notícias do Departamento de Economia e Tributação

Varejo paulista fica abaixo da média nacional em 2025

23 de fevereiro de 2026

Vendas do varejo paulista crescem apenas 0,3% em 2025, desempenho bem inferior à média nacional e o mais fraco desde 2022.

Após um crescimento de 3,7% em 2024, o volume de vendas do comércio restrito paulista registrou avanço de apenas 0,3% no ano passado, conforme dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), do IBGE. Trata-se do resultado mais modesto desde 2022, quando foi observada uma retração de 0,4%. O aumento discreto ocorreu após a divulgação dos números de dezembro, período em que o setor apresentou uma queda de 0,8% em relação a novembro, considerando o ajuste sazonal, e uma redução de 0,5% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

Índice do volume de vendas do comércio varejista restrito (%) –  Desempenhos anuais

 

Fonte: IBGE / Elaboração: Sindilojas-SP

Em relação ao último mês de 2024, as vendas de dezembro passado foram puxadas para baixo pelos hipermercados e supermercados (-2,3%), pelo comércio de artigos de uso pessoal e doméstico (-2,5%) e pelo segmento de móveis (-8,7%). Já no acumulado de 2025 houve grande disparidades dentre a performance das atividades comerciais. Por exemplo, enquanto os ramos de combustíveis (-1,1%), hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,9%) e móveis (-20,4%) apresentaram quedas em relação a 2025, o comércio de materiais para escritório, informática e comunicação (+13,7%), eletrodomésticos (+4,9%) e de tecidos, vestuário e acessórios (+3,8%) lideraram dentre aqueles que aumentaram suas vendas.

 Índice do volume de vendas do comércio varejista restrito do Estado de São Paulo (%), por atividades – dezembro de 2025

É relevante dizer que o resultado paulista em 2025 (+0,3%) ficou razoavelmente abaixo do desempenho nacional, onde o aumento foi de 1,6%.

Análise Econômica

Segundo a Pesquisa Mensal do Comércio, o comércio varejista paulista encerrou 2025 com crescimento de apenas 0,3%, ritmo bem inferior ao observado em 2024. Para o Sindilojas SP, o principal fator para essa desaceleração foi o ambiente de crédito mais restritivo, com juros elevados ao longo do ano, encarecendo financiamentos e reduzindo o consumo de bens duráveis. Além disso, mesmo com mercado de trabalho relativamente resiliente, as famílias mantiveram postura mais cautelosa, diante de inflação ainda presente em itens relevantes e do maior comprometimento da renda com dívidas e pelo direcionamento com o setor de serviços.

Assim, o pequeno crescimento do comércio em 2025 reflete uma combinação de restrição financeira, seletividade do consumo e desempenho heterogêneo entre os diferentes segmentos do varejo. Para 2026, ainda que seja aguardado o início de uma redução gradual da taxa básica de juros, a tendência é que a menor expansão do mercado de trabalho, aliado a um alto comprometimento da renda da população, limite novamente o setor comercial, que tende novamente a andar de lado e, uma projeção mais otimista, com leve aumento de até 1% puxado por um desempenho mais positivo no segundo semestre.

Departamento de Economia e Tributação

Dentro de sua estrutura operacional, o Sindilojas-SP possui o Departamento de Economia e Tributação, objetivando levar ao empresário do comércio varejista um rol de informações relacionadas à conjuntura macroeconômica, imprimindo sobre estas as particularidades do setor do varejo.

O Sindilojas-SP leva em consideração o fato de que temáticas como obrigações fiscais, carga tributária e questões relativas à recente regulamentação da Reforma estarão permanentemente presentes no dia a dia dos empresários do comércio.

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