Notícias do Departamento de Economia e Tributação

Emprego no varejo paulistano tem o pior janeiro desde 2022

6 de março de 2026

O mercado de trabalho do comércio varejista paulistano, formado por quase 605 mil empregos com carteira assinada, possuiu no último mês de janeiro um saldo negativo de 6.481 vagas, após o registro de 26.633 admissões e 33.114 desligamentos. Os dados são do Novo Caged e mostram que este resultado desfavorável foi o segundo consecutivo, já que em dezembro uma perda de 5.076 vagas havia sido sentida.

Evolução do saldo mensal de empregos celetistas no varejo paulistano

Fonte: Novo Caged / Elaboração e cálculos: Sindilojas SP

É importante ressaltar que tradicionalmente o varejo possui em janeiro mais desligamentos que admissões de trabalhadores com carteira assinada. A questão em 2026 é que este saldo negativo foi o mais agudo desde 2022, mostrando-se também quase 37% mais profundo que o resultado avistado no primeiro mês do ano passado.

Evolução dos saldos de empregos celetistas no varejo paulistano – meses de janeiro

Fonte: Novo Caged / Elaboração e cálculos: Sindilojas SP

Dentre os 75 subsetores que formam o varejo da capital paulista, os destaques negativos de janeiro foram especialmente os estabelecimentos de vestuário e acessórios (-2.149 vagas), os supermercados (-925 vagas) e os hipermercados (-617 vagas).

Cinco segmentos com os MENORES saldos de empregos celetistas do varejo paulistano em janeiro de 2026

Análise econômica

Não era esperado um resultado positivo do mercado de trabalho do varejo paulistano em janeiro, já que este período é normalmente marcado pela dispensa de trabalhadores contratados temporariamente para as festas de fim de ano, especialmente em segmentos de vestuário e o supermercadista. No entanto, o destaque ficou para a intensidade da redução dos empregos: foram eliminadas quase 6,5 mil vagas, representando a pior retração desde 2022 e sendo 37% maior que a registrada em janeiro de 2025.

Fatores de influência

Esse desempenho evidencia uma postura ainda mais cautelosa do setor em relação a 2026, com os números de janeiro indicando até mesmo certo pessimismo sobre o desempenho nos próximos meses. O ajuste na força de trabalho foi mais intenso do que o previsto. Nesse contexto, fatores como preços elevados, altas taxas de juros, endividamento e inadimplência das famílias têm influência decisiva no ritmo de crescimento do consumo e, por consequência, nas vendas e na capacidade de investimentos empresariais no comércio. E precisamos nos lembrar, gerar empregos sempre será uma decisão de investimento dos empregadores. Em suma, o resultado preocupa e será vital a atenção se tal cenário se repetirá nos próximos meses.

Departamento de Economia e Tributação

Dentro de sua estrutura operacional, o Sindilojas-SP possui o Departamento de Economia e Tributação, objetivando levar ao empresário do comércio varejista um rol de informações relacionadas à conjuntura macroeconômica, imprimindo sobre estas as particularidades do setor do varejo.

O Sindilojas-SP leva em consideração o fato de que temáticas como obrigações fiscais, carga tributária e questões relativas à recente regulamentação da Reforma estarão permanentemente presentes no dia a dia dos empresários do comércio.

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