Faturamento do varejo paulistano tem queda de quase 12% em julho
O faturamento bruto real do comércio varejista paulistano alcançou R$ 35,9 bilhões em julho, mas apresentou retração de 11,8% em relação ao mesmo mês de 2025. Os dados são da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV), elaborada pela FecomercioSP com base em informações da Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo. O resultado negativo foi disseminado entre todos os grupos de atividades pesquisados, com destaque para o segmento de eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos, cujo faturamento recuou 37,3% na comparação anual. Pela relevância que possui na composição das vendas do varejo, também merece atenção o desempenho do setor supermercadista, que registrou retração de 7,6%.
O desempenho mais fraco não se restringe ao resultado de julho. No acumulado de janeiro a julho, o varejo da Capital registra redução de 9,2% no faturamento bruto real, enquanto, no acumulado em 12 meses, a retração chega a 5,7%. Em ambos os períodos, o grupo de eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos apresenta o desempenho mais negativo entre os segmentos avaliados, com queda de 26,9% no acumulado do ano e de 15,6% em 12 meses.
Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista do Estado de São Paulo: São Paulo (Capital) – julho de 2026

A magnitude dos resultados indica que a perda de dinamismo do varejo paulistano não se restringe a um desempenho pontualmente mais fraco em julho, mas vem se consolidando ao longo de 2026. O comportamento particularmente negativo de segmentos mais dependentes de compras de maior valor, como eletrodomésticos e eletrônicos, é compatível com um ambiente de juros elevados, crédito mais caro e maior cautela por parte das famílias, fatores que tendem a levar o consumidor a adiar ou reduzir aquisições de bens duráveis. Ao mesmo tempo, a retração observada nos supermercados mostra que a desaceleração também alcança um segmento associado ao consumo recorrente.
Deterioração
De forma mais ampla, o resultado de julho reforçou a deterioração do desempenho do varejo paulistano em termos de faturamento bruto real. Além de registrar uma retração expressiva na comparação com julho de 2025, o setor também apresentou piora em sua trajetória acumulada: enquanto o faturamento nos 12 meses encerrados em junho era 4,5% inferior ao período imediatamente anterior de 12 meses, esse recuo passou para 5,7% no acumulado até julho. Ou seja, a queda não apenas permanece, como se aprofundou, sinalizando um quadro de demanda mais enfraquecida para o comércio da Capital.
Esse cenário encontra correspondência nas condições pouco favoráveis ao consumo das famílias. O elevado comprometimento da renda com dívidas e os níveis de inadimplência reduzem o espaço disponível para novas compras, enquanto os juros elevados encarecem o crédito e tornam as decisões de consumo mais cautelosas. Soma-se a isso uma postura mais seletiva das instituições financeiras, que limita a expansão do crédito justamente em um momento em que parte das famílias já apresenta menor capacidade de endividamento. Nesse contexto, o consumo apresenta um menor dinamismo, o que repercute diretamente sobre o faturamento do comércio varejista.
Departamento de Economia e Tributação
Dentro de sua estrutura operacional, o Sindilojas-SP possui o Departamento de Economia e Tributação, objetivando levar ao empresário do comércio varejista um rol de informações relacionadas à conjuntura macroeconômica, imprimindo sobre estas as particularidades do setor do varejo.
O Sindilojas-SP leva em consideração o fato de que temáticas como obrigações fiscais, carga tributária e questões relativas à recente regulamentação da Reforma estarão permanentemente presentes no dia a dia dos empresários do comércio.
Fale conosco, queremos ajudar, melhorar e proteger seu negócio. Entre em contato através dos nossos canais
Ligue 11 2858-8400, FALE CONOSCO ou ainda pelo WhatsApp 11 2858-8400
