Notícias do Departamento de Economia e Tributação

Faturamento do varejo paulistano cai 6,7% no 1° trimestre

23 de junho de 2026

O faturamento bruto real do comércio da capital paulista registrou queda de 6,7% no primeiro trimestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo dados da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV), elaborada pela FecomercioSP com base em informações da Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo. O resultado foi também influenciado pelo desempenho de março, quando as vendas recuaram 4,8% na comparação anual.

Entre os segmentos analisados, as maiores retrações foram observadas nas lojas de eletrodomésticos, eletrônicos e departamentos (-19,0%), nos estabelecimentos de materiais de construção (-16,6%) e no grupo “outras atividades”, que reúne, entre outros ramos, combustíveis, livrarias e papelarias, (-16,1%). Também chama atenção a queda de 4,2% nos supermercados, setor de maior participação no varejo paulistano e importante termômetro do consumo das famílias.

Crescimento modesto de segmentos

Por outro lado, o segmento de vestuário, tecidos e calçados foi o único a apresentar crescimento no período, ainda que de forma modesta, com avanço de 1,8% nos três primeiros meses do ano.

Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista do Estado de São Paulo: São Paulo (Capital)

Análise

O comércio varejista da cidade de São Paulo iniciou 2026 em ritmo mais fraco, registrando queda real de 6,7% no faturamento do primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado. Isso trouxe, inclusive, o resultado acumulado em 12 meses para o campo negativo (-0,1%) pela primeira vez desde março de 2021.

Os negativos números refletem as consequências de um ambiente econômico marcado por crédito caro e restrito, inflação persistente e elevado comprometimento da renda das famílias com dívidas, estejam em atraso ou não.

Esses são fatores que reduzem a disposição do consumidor para realizar compras e estimulam uma postura mais cautelosa dos seus gastos.

As maiores retrações ocorreram justamente nos segmentos mais dependentes de financiamento e da confiança do consumidor. As vendas de eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamento recuaram 19,0%, enquanto o setor de materiais de construção caiu 16,6%, evidenciando o impacto do custo elevado do crédito sobre a aquisição de bens duráveis e a realização de reformas. Chama atenção também a queda de 4,2% nos supermercados, sinalizando que a pressão inflacionária continua afetando o poder de compra das famílias até mesmo em itens essenciais.

Para os empresários do varejo, os números reforçam a necessidade de cautela na gestão dos negócios ao longo dos próximos meses. A combinação entre consumo enfraquecido, crédito caro e orçamento familiar pressionado tende a manter a demanda contida, especialmente nos segmentos de maior valor agregado. Nesse contexto, estratégias voltadas à eficiência operacional e atingimento dos clientes nos mais diversos canais e, especialmente, em datas de maior apelo continuarão fundamentais para enfrentar um ano que se mostra desafiador para o comércio paulistano.

Departamento de Economia e Tributação

Dentro de sua estrutura operacional, o Sindilojas-SP possui o Departamento de Economia e Tributação, objetivando levar ao empresário do comércio varejista um rol de informações relacionadas à conjuntura macroeconômica, imprimindo sobre estas as particularidades do setor do varejo.

O Sindilojas-SP leva em consideração o fato de que temáticas como obrigações fiscais, carga tributária e questões relativas à recente regulamentação da Reforma estarão permanentemente presentes no dia a dia dos empresários do comércio.

Fale conosco, queremos ajudar, melhorar e proteger seu negócio. Entre em contato através dos nossos canais

Ligue 11 2858-8400,  FALE CONOSCO  ou ainda pelo WhatsApp 11 2858-8400