Faturamento do varejo paulistano recua 7,7% no 1° bi de 2026
O faturamento bruto real do comércio varejista de São Paulo/SP finalizou 2025 com um crescimento de 3,4%. Ainda assim, o número não condiz com o ritmo em que o ano foi finalizado. Se fizermos um recorte apenas do segundo semestre, foi registrada uma queda de 0,4% em relação ao mesmo período de 2024. E somente o mês de dezembro tombou 2,5%.
Este cenário descrito, nos mostra claramente que o varejo paulistano foi desacelerando no decorrer de 2025. E não somente isso foi uma realidade, como houve um agravamento desta trajetória nos dois primeiros meses de 2026. Os dados são da Secretaria Estadual da Fazenda paulista e da FecomercioSP, através da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista, a PCCV.
Puxado pela queda de 10,5% em fevereiro, o faturamento bruto real do comércio varejista da Capital no 1° bimestre acumula uma retração de 7,7% em relação a 2025. Quedas expressivas das lojas de eletrodomésticos (-18,6%), lojas de materiais de construção (-14,4%), lojas de móveis (-12,2%), autopeças e acessórios (-9,3%) e outras atividades (-17,1%), que tem predominância dos postos de combustíveis, livros e papelarias. O resultado só não foi pior pelas quedas menores dos ramos de vestuário, farmácias e supermercados.
Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista do Estado de São Paulo: São Paulo (Capital)

Para o Sindilojas-SP, a performance do varejo paulistano acompanhou a perda de ritmo no consumo das famílias, sobretudo diante da base elevada de comparação, dado o ritmo mais forte no início de 2025, e considerando a piora das condições macroeconômicas. O atual patamar dos juros, ainda bastante elevado, segue restringindo o acesso ao crédito e afetando principalmente a comercialização de bens duráveis, mais dependentes de financiamento. Além disso, o desempenho do varejo foi impactado pelo efeito calendário, uma vez que o carnaval ocorreu em fevereiro neste ano, diferentemente de 2025, quando foi celebrado em março, reduzindo a quantidade de dias úteis e influenciando negativamente o faturamento de diversos segmentos. E essa data impacta razoavelmente o fluxo de pessoas nas ruas e na cidade de São Paulo.
Setores
Os recuos mais intensos foram registrados justamente nos setores mais sensíveis ao custo do crédito e ao financiamento, refletindo um consumidor mais cauteloso diante do orçamento apertado e do elevado comprometimento da renda. Em contrapartida, atividades ligadas ao consumo essencial, como supermercados e farmácias, mantêm alguma resiliência. E, mesmo assim, tais segmentos também apresentaram retrações, evidência do aumento de cautela das famílias.
Tendência
Para os próximos meses, a tendência é a de manutenção deste cenário desafiador ao varejo, com indicadores ainda enfraquecidos em razão do ambiente de juros elevados, crédito restrito e orçamento das famílias pressionado. Embora datas sazonais e a desaceleração gradual dos juros possam contribuir para alguma melhora pontual ao longo do segundo semestre, a expectativa é de uma recuperação apenas inicial no fim do ano, sustentada principalmente pelo consumo básico e pelas vendas típicas do período natalino. Ainda assim, o cenário permanece distante de um ciclo de forte expansão, indicando um 2026 marcado mais por preocupação do que por resultados positivos para o comércio varejista.
Departamento de Economia e Tributação
Dentro de sua estrutura operacional, o Sindilojas-SP possui o Departamento de Economia e Tributação, objetivando levar ao empresário do comércio varejista um rol de informações relacionadas à conjuntura macroeconômica, imprimindo sobre estas as particularidades do setor do varejo.
O Sindilojas-SP leva em consideração o fato de que temáticas como obrigações fiscais, carga tributária e questões relativas à recente regulamentação da Reforma estarão permanentemente presentes no dia a dia dos empresários do comércio.
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