Vendas continuam estagnadas no comércio paulista em 2026
Os últimos dados divulgados da Pesquisa Mensal do Comércio, a PMC do IBGE, mostraram que em agosto o volume de vendas do comércio restrito paulista, quando não são considerados os segmentos de peças e automóveis, materiais de construção e atacado de alimentos, aumentou 0,6% em relação a julho, com ajuste sazonal. O resultado positivo ocorreu após um tombo de 1,6% no sétimo mês deste ano.
Essa recuperação parcial não foi suficiente para que no acumulado de janeiro a agosto de 2026, em comparação ao mesmo período do ano passado, a performance do setor saísse de uma estagnação do seu volume de vendas. Até porque este último resultado mensal, agora também na comparação anual, apresentou retração de 0,3%. Se no ano há zero de crescimento, isso se dá especialmente por uma queda de 1,6% no ramo de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, além de uma mesma taxa de redução nos móveis e eletrodomésticos (-1,6%). Por outro lado, a realidade do setor só não é negativa no ano devido aos números positivos de vestuário e calçados (+5,9%) e dos equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (+14,5%). Além do ramo farmacêutico (+4,4%).
Variação do volume de vendas do comércio restrito em agosto de 2026 – Estado de São Paulo (%)

Nos últimos 12 meses, o volume de vendas do varejo no Estado de São Paulo manteve queda de 0,3%, patamar já visto nos doze meses finalizados em julho. No país, por outro lado, é o aumento acumulado de 1,6% que se repetiu, conforme até ocorrido também em junho e julho.
Evolução do volume de vendas do comércio restrito, acumulado em 12 meses – Estado de São Paulo e Brasil (%)

Fonte: Pesquisa Mensal do Comércio – IBGE / Elaboração gráfica: Sindilojas-SP
O resultado da Pesquisa Mensal do Comércio paulista em agosto mostra que o setor até recuperou parte da perda vista em julho, todavia, manteve o preocupante cenário de estagnação no acumulado do ano, com queda mantida nos últimos doze meses.
Mesmo avaliando o comércio varejista restrito, a maior dificuldade continua no segmento de móveis e eletrodomésticos, ramo que comercializa itens de maior valor e que, normalmente, demanda crédito das famílias. Em um cenário de juros altos e linhas bancárias seletivas, impactos negativos eram esperados à tais vendas. Chama atenção também a retração de hipermercados e supermercados, até pelo caráter essencial de boa parte de suas mercadorias. Isso demonstra que a desafiadora conjuntura ao consumo também trouxe pragmatismo no direcionamento de renda para bens de compra não adiável, como alimentos e bebidas, ainda sejam passivas de redução de volume, troca de marcas e busca ainda maior do consumidor final por promoções.
Em resumo, o comércio paulista em agosto mostrou alguma retomada em relação a julho, mas distante de vencer os desafios que permeiam o setor em todo o ano. Essa realidade mensal até era aguardada, considerando que a conjuntura pouco se alterou, seja em relação ao custo do crédito, seja em relação ao aperto do próprio orçamento doméstico.
Departamento de Economia e Tributação
Dentro de sua estrutura operacional, o Sindilojas-SP possui o Departamento de Economia e Tributação, objetivando levar ao empresário do comércio varejista um rol de informações relacionadas à conjuntura macroeconômica, imprimindo sobre estas as particularidades do setor do varejo.
O Sindilojas-SP leva em consideração o fato de que temáticas como obrigações fiscais, carga tributária e questões relativas à recente regulamentação da Reforma estarão permanentemente presentes no dia a dia dos empresários do comércio.
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