Vendas do comércio paulista ficaram estagnadas no 1° trimestre
De acordo com a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que mede o volume de vendas a partir da receita mensal dos estabelecimentos (valores nominais já com o desconto da inflação dos respectivos grupos varejistas analisados) e contempla empresas com 20 ou mais empregados, o comércio paulista registrou estagnação no 1° trimestre de 2026, em relação ao mesmo período do ano anterior. A estabilidade estadual contrapõe o avanço de 2,4% visto no território nacional.
Dentre as atividades comerciais do estado, piores resultados ao varejo de móveis (-10,1%) e ao ramo de artigos de uso pessoal e doméstico (-3,7%). Por outro lado, lideraram positivamente os segmentos de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (+14,2%) e de tecidos, vestuário e calçados (+9,1%). Hipermercados e supermercados caíram ainda residualmente, enquanto as farmácias tiveram aumento de 3,6% nos primeiros três meses do ano.
Índice do volume de vendas do comércio varejista restrito do Estado de São Paulo (%), por atividades

Em doze meses, enquanto o volume de vendas do comércio no estado de São Paulo apresenta tímida evolução de 0,2%, no país o resultado foi positivo em 1,8%. Isso em comparação ao período anterior de doze meses. O indicador paulista não se altera há 3 meses e é o menor desde o fim de 2023.
Evolução índice de 12 meses do volume de vendas do comércio varejista restrito – Brasil e Estado de São Paulo

Fonte: IBGE / Elaboração: Sindilojas-SP
Os números da PMC refletem as dificuldades diárias do comércio paulista em 2026. Em média, temos um setor com desafios de performar frente a uma conjuntura do consumo das famílias avariada por crédito caro e alto nível de comprometimento de renda com dívidas (em atraso ou não).
Cautela e resiliência
Por um lado, se o setor ainda caminha de lado em sua média, por outro, o que se nota é que o consumidor se mantém cauteloso e seletivo quanto aos seus novos gastos. O varejo de bens duráveis tem sentido mais negativamente este cenário, dado que tem maior dependência do crédito. Falamos especialmente de materiais de construção e veículos (do comércio ampliado), e o de móveis, conforme destacado nesta análise.
Por outro lado, segmentos de bens de consumo não adiável mantiveram alguma resiliência (na margem), e alguns de produtos semiduráveis (de menor ticket médio) e o mais ligado à tecnologia mostraram razoável evolução.
Em geral, o que se vê é que o comércio só não performa pior devido ao cenário de sustentação de emprego e renda das famílias, com o mercado de trabalho ainda aquecido. Todavia, ainda se mantém o cenário de heterogeneidade de resultados dentro dos segmentos, devido aos ajustes que as famílias realizam com à maior pressão em seus orçamentos domésticos.
Departamento de Economia e Tributação
Dentro de sua estrutura operacional, o Sindilojas-SP possui o Departamento de Economia e Tributação, objetivando levar ao empresário do comércio varejista um rol de informações relacionadas à conjuntura macroeconômica, imprimindo sobre estas as particularidades do setor do varejo.
O Sindilojas-SP leva em consideração o fato de que temáticas como obrigações fiscais, carga tributária e questões relativas à recente regulamentação da Reforma estarão permanentemente presentes no dia a dia dos empresários do comércio.
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