Inflação volta a acelerar em março
A inflação oficial do Brasil voltou a acelerar em março de 2026. De acordo com dados divulgados pelo IBGE, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a variação de preços de produtos e serviços consumidos pelas famílias, registrou alta de 0,88% no mês. O resultado ficou 0,18 ponto percentual acima do registrado em fevereiro, quando o índice havia sido de 0,70%.
Dentre os grupos do IPCA, destaques em março aos de Alimentação e bebidas (+1,56%) e de Transportes (+1,64%). O primeiro foi puxado especialmente pela alimentação dentro do lar (+1,94%), com influência de tomate (+20,31%), cebola (+17,25%) e feijão carioca (+15,40%). O segundo, influenciado pelo conflito no Irã, que afetou o comércio global de petróleo e possuiu forte influência nos preços médios do óleo diesel (+13,90%), gasolina (+4,59%), além da passagem aérea (+6,08%).
Índice de Preços ao Consumidor Amplo (%) de março de 2026, por grupos

No primeiro trimestre de 2026 o IPCA acumula um avanço de 1,92% e em 12 meses de 4,14%, acima dos 3,81% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Com esta evolução deste último indicador, ficamos mais distantes da meta anual de 3% ao IPCA, centro do índice buscado pelo Banco Central.
Evolução índice mensal e acumulado em 12 meses do IPCA (%)

Fonte: IBGE / Elaboração: Sindilojas SP
Já o INPC, índice que mede a inflação das famílias com rendimento de até cinco salários mínimos e baliza as negociações coletivas dos setores econômicos, variou 0,91% em março. No ano, acumula alta de 1,87% e, na ótica dos últimos 12 meses, o índice ficou em 3,77%, acima dos 3,36% dos 12 meses imediatamente anteriores.
Evolução índice mensal e acumulado em 12 meses do INPC

Fonte: IBGE / Elaboração: Sindilojas SP
Análise Econômica
Até era esperada uma nova aceleração da inflação brasileira em março, devido ao impacto especialmente dos conflitos no Oriente Médio, que atinge diretamente os preços do petróleo os seus derivados, como óleo diesel e gasolina. Todavia, o avanço para 0,88% no IPCA e de 0,91% no INPC ficaram acima das projeções, com forte influência desses combustíveis, mas também do custo médio da alimentação dentro do lar.
Mais do que constatar o aumento dos preços ao consumidor, algo que na prática não é tão difícil de perceber no dia a dia de famílias e empresas, o resultado da inflação de março preocupa até pela incerteza do quanto este cenário inflacionário durará e o quanto impactará nas decisões do Banco Central de manter ou não a redução da taxa básica de juros da economia brasileira. A trajetória de queda iniciada agora em março e que nos parece cada vez mais sob risco, considerando este cenário de preços ainda mais salgados, trazido pelas estatísticas do IBGE.
Intensificação de planejamento
Consumidores e empresários, em especial do nosso comércio varejista, mantêm-se ansiosos por um cenário enfim de juros mais baixos, até por serem impactados diretamente pelo alto custo do crédito observado desde ano passado, o que influencia diretamente consumo e investimentos, fora os atuais e preocupantes patamares de inadimplência e endividamento dos agentes. Ainda assim, com preços em aceleração, não apenas temos de voltar esforços para conviver com este pernicioso desafio, como vemos com menos esperança uma continuidade de juros caindo na economia.
Com essa projeção, todo cuidado e planejamento de estoques, liquidez de caixa e tomada de crédito são poucos na gestão do estabelecimento, em especial observando o nosso comércio varejista aqui da capital paulista e frente a datas especiais importantíssimas, como o Dia das Mães e Dia dos Namorados.
Departamento de Economia e Tributação
Dentro de sua estrutura operacional, o Sindilojas-SP possui o Departamento de Economia e Tributação, objetivando levar ao empresário do comércio varejista um rol de informações relacionadas à conjuntura macroeconômica, imprimindo sobre estas as particularidades do setor do varejo.
O Sindilojas-SP leva em consideração o fato de que temáticas como obrigações fiscais, carga tributária e questões relativas à recente regulamentação da Reforma estarão permanentemente presentes no dia a dia dos empresários do comércio.
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